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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Compasso

para o coração
um dois
para o passo
um dois
para a maioria das músicas
um ao quatro
para respirar
até dez
para dançar valsa
dois
para a vida
uma elipse
e os viventes
compassivos
a desenhar circunferências

7 comentários:

Bruna disse...

Num compasso de valsa tento levar a vida.

B. disse...

Doce ritmo tem esse poema.
Adorei.
Simples, singelo.
Parabéns.


Bisous.

Anônimo disse...

Pura verdade. E quem disse que a vida não é música, que não tem ritmo?

Cara, valeu pelos links!

Abraço

Maria Joana disse...

às vezes parece que a vida mesmo pulsa... numa contagem...
só esquecestes (ou talvez você não saiba) :
na dança.. um ao oito..
e pra começar, sete, oito!

Ah, obrigada pelos comentários dos textos.. me senti animada. Sinto falta de bater uns papos com vc. Ah, a semana euclidiana começa nessa quinta.. vc está perdendo... :P Seria ótimo se estivesse aqui. Essa quinta també teno estréia no teatro. Vai ser ótimo.

beijos

Mariliza Silva disse...

Lindo, Lindo mesmo! A simplicidade da poesia da vida!

Beijão da sumida

Mariliza

R. S. Diniz disse...

Falta de colhões? Sim, você está certo.


Mas, O Ignorante é fictício, embora a parte que fala sobre o Rock seja "real", isto é, a única parte do texto que tem algo ver com a minha realidade.

vieira calado disse...

Também gosto deste género de poesia. Aliás, também a cultivo. Assim como a poesia experimental.
Um abraço.